segunda-feira, 15 de agosto de 2016

1.07 - Enfim em Londres. A primeira aventura você nunca esquece...



Enfim chegou o grande momento. Estou em Londres!!!

Fiz uma viagem bem tranquila, um ótimo voo e uma conexão igualmente tranquila. Os serviços de bordo eram tão bons que pude até acompanhar ao vivo, do início ao fim, a abertura (belíssima por sinal) das Olimpíadas do Rio 2016. Além do mais, a cidadania europeia ajudou muito na imigração, pois passei rapidamente nos dois aeroportos europeus, sem pergunta alguma e sem fila. Apenas coloquei o passaporte na catraca eletrônica e...  voilá! Nunca tinha sido tão fácil e sem constrangimentos passar pelo setor de imigração no exterior.

Aventura mesmo eu vivi após entrar oficialmente na cidade e decidir chegar à casa onde eu estou morando. Isso porque eu decidi fazê-lo de metrô. Eu não iria perder a oportunidade de testar se chegar à cidade e se locomover por ela de forma eficiente usando apenas o metrô era verdade ou lenda urbana, né?
Inclusive falo sobre isso no vídeo abaixo, entre as três das várias coisas que vem me chamando atenção desde que cheguei em Londres:

 Só tinha esquecido de um detalhe. Eu estava sem internet porque não havia habilitado roaming e não havia WiFi grátis no metrô. Resultado: precisei descobrir à moda antiga como chegar em casa usando o Tube. Em São Paulo isso seria relativamente simples, pois não há muito o que errar. Mesmo em New York ou Boston seria tranquilo, pois a organização das linhas é bem linear e relativamente simples para um recém-chegado se habituar.


Só que Londres não é assim. Longe disso. O mapa das linhas de trem, metrô e DLR é uma verdadeira teia de aranha, onde várias linhas se conectam, começam, terminam e até mesmo se cruzam sem conexão, em vários pontos da cidade. Como cheguei pelo London City International Airport (o único aeroporto que fica realmente dentro da cidade de Londres, o mais recentemente construído e o menor dos 6 aeroportos Londrinos), a saída desse aeroporto é direto na linha de DLR, que não tem ligação direta com a linha azul de metrô (a famosa Picadilly Line) onde eu precisaria chegar. Foram três baldeações para chegar lá. Agora imagina descobrir isso num mapa gigante pendurado na estação. Parecia aqueles joguinhos "ligue os pontos" daquelas pequenas revistas "passatempo".


Fora que nas estações com conexão com outras linhas, para cada lado que você vai dentro da estação, é uma linha diferente que você encontra. E nenhum mapa te ensina a caminhar dentro da estação rsrsrs. Porém as estações eram excelentemente bem sinalizadas, só que você leva tempo para se habituar e se adaptar aos novos padrões de informação tão diferentes dos que existem no Metrô de São Paulo. Foi aí que eu percebi como o Citymapper e o Google Maps fazem uma falta absurda – aliás, por nada no mundo deixe de baixar o Citymapper antes de vir pra cá, pois em Londres ele é melhor e bem mais eficiente do que o Google Maps, ao contrário do que acontece em São Paulo.


E no fim da aventura no metrô acabei lembrando que, quando chegasse na estação de Manor House, eu precisaria avisar o dono da casa que aluguei, para que ele fosse me encontrar e me levar até a casa, a pedido dele. Não teve jeito, tive que comprar o acesso de um dia de WiFi pago da estação (pela bagatela de 2 libras!!!) para poder fazer a ligação. E reconheci que seria pouco proveitoso tentar viver em Londres sem um número de celular local nesse início.





Aliás, esta é uma dica que é importante pra quem quer se locomover apenas por transporte coletivo e não quer passar perrengue tendo que procuar coisas em mapas físicos: Venha com o app Citymapper, que é usado para saber como chegar a determinado endereço, loja, estabelecimento ou qualquer outro ponto da cidade da cidade de carro, bicicleta, andando ou transporte público, instalado no seu celular e, se possível, adquira um chip pré-pago - que aqui se chama SIM CARD Pay as you go - assim que chegar em Londres. Dependendo do aeroporto, haverão lojas das principais operadoras (no caso do London City Airport não há, mas nos aeroportos maiores existe sim).Se não for possível comprar o chip no aeroporto, use o Citymapper para traçar a rota de metrô ainda dentro do aeroporto, que possui WiFi gratis por 60 minutos, e se esquecer e o seu orçcamento permitir, compre um passe para usar o WiFi dentro do metrô disponibilizado pela operadora Virgin por 2 Libras.


Não tive dúvidas. No dia seguinte, pleno domingão, fui na loja de uma operadora de celular daqui, chamada "3", e comprei meu chip pré pago (que mesmo sendo pré e custando apenas 15 Libras para adquirir o chip e começar a usar, te dá Internet 4G ilimitada por 1 mês e 3 mil minutos de ligação para telefones dentro da grande Londres... aprende, VIVO, CLARO, OI e TIM)

E essa foi apenas a primeira aventura. Nesta primeira semana vivendo aqui, já iniciei meus estudos de Inglês Acadêmico na St Giles, já fiz mini cruzeiro pelo Rio Tâmisa, já agendei uma entrevista no Job Center para tirar o National Insurance Number (espécie de carteira de trabalho feat número do INSS daqui) e até já abri uma conta bancária num banco londrino com direito a reunião com gerente e tudo, entre outros desafios cotidianos que um simples turista normalmente não enfrenta, e são sempre uma grande adrenalina já que são situações para as quais nenhum curso de Inglês te preparou, mas que você precisa se virar e botar tudo que você aprendeu à prova.

Mas é justamente esse o lado apaixonante de efetivamente morar fora. É como se você pudesse exercer sua maturidade e suas responsabilidades do zero, em outro lugar, e com a oportunidade de reescrever -ou não- a forma como encara a vida cotidiana. Literalmente, é a vida lhe dando a oportunidade de recomeçar. E eu estou adorando!

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